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Vento da Mudança: Uma Perspectiva Psicanalítica

  • gabrielaaraujopsi
  • 23 de fev. de 2024
  • 1 min de leitura

Existem períodos em nossa trajetória existencial nos quais a metamorfose se faz necessária. Ocasionalmente, percebemos que certos aspectos de nossa vida parecem deslocados, carentes de significado, e, por vezes, o tormento oriundo da incerteza transmuta-se em manifestações sintomáticas — angústia, ansiedade e estados depressivos. A emergência desses sintomas sinaliza a iminência de um movimento transformador, impelindo-nos a decisões cruciais: alterações de rumo profissional, relacional ou de outros aspectos vitais.

Na contemporaneidade, observamos uma resistência generalizada ao processo de introspecção, ao ato de acolher os indícios que o inconsciente revela, anunciando a chegada do vento transformador. Frequentemente, recorremos a mecanismos de defesa, como a anestesia emocional por meio de fármacos ou a busca por gratificações efêmeras — álcool, gastronomia, consumismo exacerbado — como tentativas de preencher um vazio existencial. Contudo, essa lacuna representa, em essência, o sopro da mudança a espreitar em nosso limiar, e a tendência à evasão ou procrastinação apenas amplifica o sintoma ou a dependência dos artifícios de fuga adotados.

Vivenciamos uma era na qual o ritmo acelerado da vida social obstaculiza a percepção e a interpretação das mensagens que nossas emoções anseiam transmitir. A psicanálise nos convida a uma escuta atenta dessas vozes internas, promovendo um encontro autêntico com o nosso ser e facilitando o desabrochar do potencial latente que reside em cada um de nós.


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